quarta-feira, 15 de outubro de 2008

O papel dos jovens na Sociedade actual



O assunto que trago hoje já vinha a germinar na minha cabeça a algum tempo, mas depois de uma aula que tive esta manhã com o Prof. Carlos Serra Jr docente de Direito do Ambiente no ISCTEM acerca do papel do jovem na sociedade actual veio reforçar a necessidade de escrever algo sobre o assunto, do qual pretendo dar o meu ponto de vista .Um problema que me interessa na medida em que faço parte deste grupo, e muitas vezes me interrogo tentando saber o que já fiz em prol da sociedade, e apercebo-me que foram poucas coisas. Sem querer generalizar porque obviamente existem jovens que trabalham e inserem-se em actividades em prol da sociedade, mas arrisco a dizer que se trata de uma minoria, digo isto porque na sua grande maioria os jovens não estão muito preocupados com assuntos que dizem respeito ao país situando-se a leste dos problemas que a sociedade moçambicana e o mundo enfrentam.

Agora pergunto-me a que se deverá esta falta de interesse??

  • Em parte penso que este problema deve-se com a atitude quase marginal a que os jovens estão votados nesta sociedade ( dificuldades de acesso ao emprego, falta de habitação, acesso ao crédito para jovens) obrigando-nos a viver de "boladas"e outras coisas, esta falta de interesse de alguns jovens pelos problemas reais do país podem ser na minha óptica um reflexo desta marginalização do tipo "porque que nos vamos preocupar se não se preocupam conosco'".

  • Outro grande problema também é a falta de ideais o que tem a sua razão de ser na medida que os ideais actuais que regem a nossa sociedade, já não vão de encontro a um estado próspero, sem desigualdades mas ao encontro de um estado corrupto, mentiroso e no qual não devemos confiar. As referências que temos a nível do governo, salvo raras excepções não são das melhores, sabemos bem o porque não preciso de repetir e na falta destas referências acabamos por tomar outras referências que muitas vezes não são das mais positivas tanto nacionais como internacionais.

O jovem em quase todas as sociedades é o garante da mudança, está incumbido de criar uma sociedade melhor mais justa, a preservar o ambiente em que vivemos é sem dúvida uma grande responsabilidade para nós jovens e o primeiro passo a tomar é a tomada de consciência que a mudança pode chegar e não é com "slogans"de partidos políticos porque com esses a única mudança que se vai operar séra o vazamento de alguns cofres públicos.

8 comentários:

Miguelito disse...

Nem tenho nada para dizer porque mais uma vez escreveste a verdade por linhas tortas, hehe!

Camila Nayana disse...

Um dia o João Mendes disse-me assim, "Camila, o jovem moçambicano crê sinceramente que a revolução acabou!".
Pois é, achando que com a proclamação da independência em 75 a liberdade fora alcançada, o jovem acomodou-se nos supostos frutos dessa "liberdade". E para o nosso espanto, ela não veio.
A luta pela nossa independência continua e tem a ver com a luta contra os poderes neo-coloniais - e a terrível influência que ela exerce não só á nível econômico, mas também no que concerne á mídia e à cultura e à importação quase cega de tudo o que é supostamente "cool" - luta contra o nosso sistema parasitário.
A luta renovada pela independência, pela mudança, como tu mesmo disseste, deve ser levada á cabo pelo jovem.
Mas para que isso aconteça ele tem de ter noção do passado, do núcleo que o performa enquanto moçambicano. E dizendo isso não quero cair nessa conversa dos nacionalismos e das origens.
Na minha opinião, o jovem moçambicano não tem consciência de quem ele é porque ele não revisitou a casa íntima do passado que pulsa como energia viva do presente e futuro. Sei que existem outras questões como o lugar parasita que se encontram as nossas instituições e que não fabrica nenhum interesse do jovem em relação á sua cultura.
Mas, essa luta não é apenas infra-estrutural, é também, íntima!
Infelizmente (ou felizmente) só tive noção disso quando saí do país para estudar fora. Só me dei conta da minha moçambicanidade de um outro lugar que não moçambique.
Espero que um dia o jovem moçambicano possa se ver como pertencente cultural, social e politicamente, porque é essa falta de pertencimento que nos faz ser estes jovens acomodados que em vez de debater preferem o discurso vazio da MTV, dos BMWs e do bling bling.

Parabéns pelo blog!
Camila de Sousa.

Tiago disse...

O problema de nós, jovens Moçambicano (e não só), cinge-se muito, na minha opinião, para a preguiça. Especialmente preguiça Mental!

Falando por mim (obviamente tenho que me incluir nos preguiçosos) e pelo que vejo em Maputo:

Jovem não lê, jooga video game

Jove, não ouve musica de, dança um bom pandza

Jovem não vai a um Museu (a não ser o famoso onde se compra bebida

Jovem não ve telejornal, curte filme comprado na rua (falso como se não bastasse)

Jovem não participa em Actividades sociais, a não ser na actividade noturna de saídas


Falta-nos uma revolução séria. Abraço rapaz

Miguelito disse...

contem cmgo pa Revoluçao, tou lá na linha da frente!

Black Phoenix disse...

Devo dizer que depois dessa aula tambem fiquei a pensar sobre isso...
Mas quantos de nos naquela turma o fizeram depois de sairmos?

Arrisco a dizer que muito poucos ou quase nenhuns dos nosso colegas.
Sairam p o intervalo, para casa, arrumaram a questao na gaveta sem sequer a considerar.

E é essa apatia perante os problemas e realidades com as quais nos confrontamos
diariamente, que constitui o principal impasse na geração de hoje.
Já não é uma geração cultivada, com os valores de etica e moral muito aquem daquilo que deveriam ser, nao se preocupa, nao se informa, porque muitas vezes
"os ignorantes são muito mais felizes"

Estamos inseridos numa geração/sociedade egoísta e hipocrita, em que cada um segue o caminho para atender apenas as suas aspiraçoes e necessidades,
atropelando os de quem eventualmente possa atravessa-lo.

Ignoram-se por completo os valores fundamentais de qualquer sociedade coesa,de Segurança, Justiça e Bem-Estar Social, que se insiste em dizer que se prossegue...

No entanto a pergunta continua sem resposta...


Js.

Miguelito disse...

O problema crucial para o jovem moçambicano foi terem morto Samora Machel! Daí ele não ter acesso ao seu passado porque o passado está enevoado!
...e mais não digo!

Jubeiba disse...

Ola Rui... Concordo com o k disseste mas gostava de acrescentar k um dos grandes problemas da sociedade em k vivemos eh k as pessoas estam mais preocupadas com as vidas dos outros do que com a sua propria vida e com o k se esta a passar a sua/nossa volta... as conversas de cafe dos jovens maputenses sao sobre o k fez a Maria ou o Joao, se se trairam e como foi, entre outra coisas... Agora como eh k estes jovens vao poder ter um papel activo na sociedade actual?? Nao vao ter... (Nao k nos tenhamos)mas este tipo de assunto eh tema das nossas conversas kuase todos os dias, mas poucas sao as vezes que conseguimos encontrar uma solucao para os nossos debates, porque vivemos numa aldeia na kual a babilonia eh k reina, como eh k vamos mudar uma sociedade em k os jovens ou melhor grande parte dos jovens sao os primeiros a contribuir para akela triste mentadalidade fofokeira mocambicana?? Em que esteriotipam as pessoas pelos seus amigos ou por akilo k cada um gosta de fazer e estam mais preocupadas em agradar os outros de que a si proprio??? Nao digo k fofocar nao eh "nice" mx nao podemos viver assim... Acho k quando apredermos a respeitarmos nos mutuamente talvez consigamos revolsionar o nosso pais....
Grande tema Cheekito
Joana B.

Thainan F. disse...

estou seguindo .
bjs